terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mais uma poesia minha...

Labirinto

Deleitar-me-ei nas coisas efêmeras?
Consolar-me-á a bondade?
Encantar-me-á o eterno?
Afligir-me-á a verdade?

Debruçar-me-ei sobre coisas eternas?
Martirizar-me-á o que tem?
Externar-me-á o que interno?
Conquistar-me-á o que vem?

Transformar-me-á a prece?
Esfriar-me-á a partida?
Engolir-me-á minha quimera?
Abarcar-me-á esta vida?

Diminuir-me-á a palavra dita?
Fortalecer-me-á o partir?
Perseguir-me-á a mentira?
Destruir-me-á o cair?

Engrandecer-me-á a palavra não dita?
Fatigar-me-á o saber?
Possuir-me-á o que fenece?
Bastar-me-á o viver?

Machucar-me-á o descobrir?
Irritar-me-á a discrepância?
Agradar-me-á a solicitude?
Aliviar-me-á a ignorância?

Irritar-me-á a maldade?
Enfraquecer-me-á a cobiça?
Cegar-me-á o fraco?
Corromper-me-á a justiça?

Intimidar-me-á a ira?
Possuir-me-á o furor?
Ensinar-me-á a paixão?
Matar-me-á o amor?

Gláuber Ferreira


Publicado no Recanto das Letras em 02/12/2008
Código do texto: T1314925

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